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História da Rússia : Golpe anti-Ieltsin contrariado
Fotografias em Rússia

Em Outubro de 1993 houve uma insurreição contra o Presidente Ieltsin, liderada por Alexander Rutskoi, o «candidato a presidente» e Ruslan Khasbulatov, o Presidente do antigo parlamento russo, que foi esmagada pelo exército russo, e em resultado da qual morreram pelo menos 118 pessoas. A crise iniciara-se em 21 de Setembro, quando, confrontado com a contínua oposição às suas reformas no seio do Congresso dominado por conservadores, Ieltsin dissolveu o Parlamento e anunciou que iria governar por decreto até à realização de novas eleições, em Dezembro. O Congresso respondeu votando o seu impedimento e elegendo o vice-presidente Rutskoi para o seu lugar, (Rutskoi havia sido anteriormente demitido por Ieltsin, mas o Parlamento havia votado contra a sua demissão). Seguiu-se o cerco ao edifício parlamentar e em 4 de Outubro as tropas leais a Ieltsin atacaram o edifício. Rutskoi e Khasbulatov foram presos.

Avanços da extrema-direita
Golpe anti-Ieltsin contrariado

Nas eleições para uma nova legislatura de duas câmaras, a Assembleia Federal, realizadas em Dezembro de 1993, os resultados foram inconclusivos, com o extremista Partido Democrático Liberal, tido como fortemente apoiado pelos militares, a obter a maior percentagem isolada de votos (23%). A nova constituição, aumentando os poderes do presidente e fortalecendo a autoridade do governo central, foi aprovada, por uma margem pequena, num referendo realizado ainda nesse mês.

Golpe anti-Ieltsin contrariado
Na sequência das conquistas eleitorais de extrema-direita, Ieltsin viu comprometido o avanço das suas reformas, com vários reformistas destacados a abandonarem o governo no início de 1994, incluindo o antigo primeiro-ministro Yegor Gaidar. Em Fevereiro de 1994, foi concedida uma amnistia aos líderes dos golpes abortados de 1991 e 1993, apesar da oposição do presidente.
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