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História de Israel : as origens do território israeliano
Fotografias em Israel

A predominância do povo judeu só se tornou efectiva com a formação do Estado de Israel em 1948, embora a História registe a presença dos judeus naquela região (Palestina) desde há 100 000 anos. Esta presença terá sido assumida no século XIII a. C., tornando-se Israel um Estado florescente no século X a. C. sob os reinados de David e Salomão. No entanto, a morte deste último soberano provocou a divisão do Estado, passando o Norte a ser denominado por Israel e o Sul pela Judeia. Esta separação permitiu que os Assírios, primeiro, e os Babilónios, mais tarde, destruíssem os reinos de Israel e da Judeia (625 a. C. - 587 a. C.), ao mesmo tempo que obrigaram os judeus a abandonar a Palestina. Contudo, o líder persa Ciro II permitiu o regresso dos judeus àquelas regiões, que conquistaram novamente a independência em 141 a. C., quando se encontravam sob o domínio dos Selêucidas.

Mas este estatuto durou pouco tempo, já que em 65 a. C., e na sequência de uma guerra civil, os Romanos invadiram e conquistaram a Palestina. Ao domínio romano, findo em 135 d. C., sucedeu-se o domínio muçulmano que, para além das Cruzadas cristãs nos séculos XI e XII, viu o seu controlo ser ameaçado pelo Império Otomano, que controlou a Palestina de 1517 a 1799 e de 1840 até à Primeira Guerra Mundial, a partir da qual o território passou para a administração britânica. Entretanto, nos finais do século XIX, surgiu na Europa Oriental e Central o sionismo, uma corrente nacionalista judaica alimentada por intelectuais judeus radicados na Alemanha, na Áustria e na França. Esta corrente encontrou uma grande receptividade junto das comunidades judaicas existentes, não só naqueles países, como na Rússia, onde o acolhimento dado pelos judeus a estes ideais foi enorme.

Contudo, a repressão exercida pelo czar Alexandre II (1855-81) causou o desmembramento daquela comunidade, obrigando os judeus a emigrarem para a Europa Ocidental e para os Estados Unidos, onde iniciaram um processo de ocidentalização que secundarizou o sionismo. Mas deste êxodo saíram os primeiros colonos judeus na Palestina, criando as bases para a consequente colonização judaica naquele território, a qual cresceu devido às migrações provocadas, não só pelas perseguições feitas na Rússia após a Revolução de 1905, como também pelo crescente espírito anti-semita registado no período pré-Primeira Guerra Mundial quer no Império Otomano quer na Alemanha e na Áustria. Ao mesmo tempo, o movimento sionista sofreu algumas alterações provocadas pela divisão que a cedência, por parte da Inglaterra, de uma área com 6000 km2 nas terras altas do Uganda provocou.

Theodore Herzl
Theodore Herzl
Esta iniciativa foi aceite por alguns sionistas (que criou naquela região a Organização Territorial Judaica), contra a vontade da maioria, que insistia na colonização da Palestina.
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